Você já parou para pensar como funciona entrega por transportadora?
Há quem pense que é simples: basta recolher a mercadoria no depósito, ajeitá-la no baú do caminhão, entregar um endereço ao motorista e desejar uma boa viagem!
Nada disso! A entrega de mercadoria por transportadora é uma atividade complexa, que envolve diferentes procedimentos, um exército de profissionais, muita tecnologia e até um pouco de matemática, sabia?
Não? Então, que tal aprender um pouco sobre esse assunto?
Neste texto, vamos explicar como funciona entrega por transportadora, de que processos ela depende e até como é feito o cálculo do frete! Siga a leitura e confira!
Índice:
O que é uma transportadora?
Antes de detalharmos como funciona entrega por transportadora, vale a pena explicar que tipo de empresa presta esse serviço, não?
Em outras palavras: o que é uma transportadora?
Vamos lá: transportadoras são empresas que atuam no segmento de entrega de cargas, em especial, via modal rodoviário.
O valor cobrado pela entrega varia de acordo com vários fatores. Entre eles, distância percorrida.
Até aqui, você já percebeu que os motoristas são essenciais para a operação, certo?
E são mesmo! No entanto, as entregas dependem do trabalho de vários outros profissionais que atuam em transportadoras, como gestores, coordenadores e supervisores de frota; analistas e auxiliares de logística; funcionários responsáveis pela conferência da mercadoria e da documentação e muitos outros!
Quais são os tipos de carga?
Agora que você já sabe o básico sobre como se estrutura uma transportadora, deve estar se perguntando: “Existem diferentes tipos de carga?”
Sim! Aliás, existem tanto transportadoras especializadas na entrega de um tipo específico de carga quanto empresas que prestam diferentes tipos de serviço.
Confira abaixo quais são os diferentes tipos de carga:
Cargas em geral
A maior parte das transportadoras não transporta um tipo de mercadoria específico, mas o que chamamos de “cargas em geral”.
E o que cai debaixo da rubrica “cargas em geral”? Um pouco de tudo! Desde produtos acabados até insumos e matérias-primas.
Cargas fracionadas
Falamos em carga fracionada quando, em uma única viagem, o caminhão transporta encomendas de mais de um cliente diferente.
Por exemplo, suponhamos que um cliente solicitou o transporte de determinada quantidade de mercadorias que foi insuficiente para encher todo o baú do caminhão.
Compensaria mais para a transportadora rodar com o caminhão cheio, certo?
Para driblar esse problema, entra o conceito de carga fracionada.
No caso, o restante do espaço será ocupado pela encomenda de um segundo (terceiro etc.) cliente.
Todo mundo sai ganhando, porque a transportadora não precisa sair da garagem com caminhão meio vazio e os clientes pagam fretes proporcionais aos espaços ocupados por suas respectivas cargas. É uma boa solução, não acha?
Cargas refrigeradas
Cargas refrigeradas, em geral, são mercadorias perecíveis, que devem ser mantidas em baixas temperaturas (às vezes até congeladas) durante o transporte.
O transporte dessa carga é feito em veículos especialmente projetados para esse tipo de serviço: caminhões baús refrigerados que garantem a manutenção de determinada temperatura e, consequentemente, da qualidade dos produtos durante toda a viagem.
Cargas pesadas
Por fim, temos as cargas pesadas, que se referem a mercadorias… pesadas!
Por exemplo: silos, peças de avião, maquinário, veículos, embarcações, materiais de construção civil, entre outros.
Esse tipo de serviço é realizado por caminhões reforçados, capazes de aguentar o peso da carga e o nível de dificuldade associado ao transporte de materiais pesadas.
É necessária uma autorização especial para transportar cargas pesadas, viu?

Quais são os processos envolvidos em uma entrega por transportadora?
Se você acompanhou os tópicos anteriores com atenção, já está em condições de entender melhor como funciona entrega por transportadora.
Em outras palavras: quais são os diversos processos envolvidos no transporte de cargas.
Leia um pouco sobre os principais deles nos próximos parágrafos!
Manutenção de frota
Na verdade, tudo começa antes mesmo dos caminhões saírem da garagem, com a manutenção de frota.
Para que as entregas sigam com eficiência e segurança, é de extrema importância cuidar da manutenção da frota, de modo a garantir o bom desempenho dos veículos e evitar acidentes, multas e outros transtornos, como aqueles atrasos de que os clientes tanto reclamam.
Engana-se quem pensa que só se faz manutenção depois que o caminhão começa a dar problema!
Para fugir de prejuízos, é importante fazer a manutenção periódica da frota!
As melhores transportadoras, inclusive, têm adotam rotinas de manutenção preditiva, preventiva e corretiva.
Consolidação das cargas
A consolidação das cargas é uma etapa crucial no processo de entrega.
Nela, os pedidos são organizados de acordo com a localização dos clientes com o objetivo de tirar o maior proveito da capacidade da frota, tornar as entregas mais rápidas e facilitar a elaboração de rotas.
Planejamento de rotas
O planejamento de rotas, ou roteirização, está no coração das entregas.
É esse processo que garante que as entregas serão feitas de maneira rápida, eficiente e econômica.
Para elaborar as rotas, é necessário levar em conta uma série de variáveis, como as distâncias a serem percorridas, a quantidade de combustível a ser consumida na viagem, eventuais restrições à circulação de veículos em determinados trechos, o horário em que o cliente está disponível para receber a carga, entre outras.
É uma trabalheira, não é? Por isso, cada vez mais empresas contratam ferramentas de roteirização, capazes de indicar os melhores caminhos de acordo com os objetivos estratégicos da empresa.
A Cobli tem um dos melhores roteirizadores disponíveis no mercado, sabia?
A ferramenta de roteirização da Cobli é capaz de montar trajetos para até 300 endereços de uma vez só, acredita?
Além disso, você pode ainda estabelecer seu objetivo ao planejar suas rotas.
É possível escolher entre reduzir distâncias ou terminar as entregas o mais rápido possível.
E sabe qual é a melhor parte? Com o nosso roteirizador, você economiza! Alguns dos nossos clientes reportaram redução de até 50% nos gastos com combustível!
Monitoramento das entregas
Após o planejamento das rotas, os caminhões estão prontos para cair na estrada!
Começa, então, mais um processo: o monitoramento das entregas.
Por razões que vão da segurança à economia, o monitoramento é um recurso cada vez mais utilizado pelas transportadoras, pois permite identificar, mesmo à distância, situações que podem resultar em atrasos, prejuízos e acidentes.
Aliás, as informações coletadas durante o monitoramento podem ser compartilhadas com o cliente, o que aumenta bastante a confiança dele no serviço prestado!
A Cobli também disponibiliza ferramentas de monitoramento.
Nossa ferramenta permite que você saiba onde estão seus motoristas e como eles estão dirigindo.
O sistema ainda mostra se alguém está acelerando demais, freando de forma brusca, fazendo curvas demasiado acentuadas, ultrapassado os limites de velocidade ou cometendo qualquer outra imprudência que, além de levar os gastos de combustível, pode levar a acidentes.
Gerenciamento de riscos
Por fim, temos o gerenciamento de riscos, que consiste em uma variedade de práticas cujo objetivo assegura que a carga não seja perdida, extraviada ou danificada.
Afinal, mesmo que, no limite, as mercadorias sejam propriedade do cliente, elas estão sob a responsabilidade da transportadora, né?
O gerenciamento de riscos também inclui cuidados para prevenir acidentes, roubos e problemas no veículo, ou seja, tudo aquilo que pode colocar em risco a segurança da carga e do motorista.

Como calcular o frete de uma entrega
Não dá para entender como funciona entrega por transportadora sem saber como é calculado o frete, concorda?
Existem inúmeras maneiras de calcular o frete. Dependendo da situação, muitas variáveis que podem entrar na conta.
Confira quais são elas nos tópicos abaixo:
Frete peso
É bastante comum que o frete seja cobrado de acordo com o peso cubado da carga.
Não sabe o que é peso cubado? A gente explica!
A cubagem nada mais é do que o espaço que a carga ocupa dentro do baú do caminhão.
Ela é mensurada a partir da relação entre o peso e o volume da mercadoria, de acordo com a seguinte fórmula: comprimento x altura x quantidade de mercadorias x fator cubagem.
O fator cubagem mencionado acima é um índice definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
O fator cubagem usado transporte de cargas é o seguinte: 300 kg = 1 m³.
Mas por que devemos levar em consideração o peso cubado e não o peso em quilogramas ou toneladas?
Porque uma questão de justiça. Há mercadorias muito pesadas que ocupam pouco espaço no baú do caminhão.
Nesses casos, o veículo é obrigado a trafegar com uma capacidade incompleta, o que não é vantajoso para transportadora.
Além disso, não cai bem obrigar o cliente pagar como se estivesse ocupando todo o espaço do baú com seu pedido.
Frete valor
Já o frete valor (ou ad volorem, caso você você prefira em latim) é cobrado de acordo com o valor da nota fiscal da mercadoria.
Quanto mais valiosos forem os produtos transportados, mais caro será o frete.
Essa modalidade de cobrança visa cobrir os valores necessários para assegurar a integridade da carga e custear a manutenção do caminhão e de todos os equipamentos utilizados na operação: plataformas, empilhadeiras, gaiolas, paleteiras etc.
O valor dos seguros, como o RCTR-C (Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga), também entra na conta.
Distância percorrida
A distância percorrida pelo caminhão durante a entrega também entra na composição do frete.
É lógica básica: quando mais distante é o destino, mas caro será o frete.
Afinal, quanto mais o caminhão rodar, maiores serão os gastos com combustível, remuneração do motorista, manutenção e assim por diante. Sem falar do tempo, que, como todos sabemos, vale ouro!
Características da carga
Também é válido cobrar o frete de acordo com as características das mercadorias transportadas.
Certas cargas exigem maiores cuidados, como produtos perigosos, perecíveis ou valiosos.
Nesses casos, é justo que a transportadora cobre um pouco mais, pois os gastos com embalagens reforçadas, seguros e uso de veículos especializados, por exemplo, serão mais altos.
Características do destinatário
Às vezes, as características do destinatário também impactam a cobrança do frete.
Por exemplo, o valor pode subir se o destino for um lugar perigoso ou de difícil acesso. Ou ainda se o cliente fizer várias exigências sobre como o serviço deverá ser executado.
Outros componentes no frete
Além de todas as variáveis mencionadas acima, algumas taxas podem entrar no cálculo do frete. Confira abaixo quais são as principais delas:
- TDE: dificuldade na entrega (relacionada a características do destinatário);
- TDA: dificuldade de acesso (relacionada a características do local de desembarque da carga);
- TRT: restrição de trânsito (relacionada a restrição de circulação de veículos pesados em trechos urbanos);
- TAG: agendamento (caso o cliente exija receber o pedido em um horário específico)
- TCD: carro delicado (caso entrega precise ser feita por um tipo específico de veículo);
- TAS: taxa de administração da Secretária da Fazenda;
- GRIS: gerenciamento de risco e segurança (cobrada sobre o valor da nota fiscal visando cobrir os custos com a segurança da carga)
- Coleta e entrega (despacho);
- Reentrega;
- Frete mínimo: valor mínimo a ser cobrado pela execução do serviço.
Quais são os principais desafios de uma transportadora?
O objetivo deste texto é explicar como funciona entrega por transportadora.
Nos tópicos acima, explicamos quais são os processos envolvidos na entrega de mercadoria e até como é calculado do frete.
Mas você já parou para pensar em quais são os principais desafios enfrentado por uma transportadora na economia atual? É esse o nosso próximo assunto. Confira!
Formação de um time capacitado
O maior patrimônio de qualquer empresa são seus funcionários.
Portanto, um dos maiores desafios de uma transportadora é montar uma equipe de motoristas qualificados!
Afinal, nem sempre é fácil encontrar condutores experientes, que sejam prudentes ao volante, respeitem a legislação de trânsito e a política de frotas da empresa.
Por isso, transportadoras investem pesado no treinamento de motoristas e em tecnologias capazes de ajudar no combate às más práticas ao volante, como sistemas de monitoramento.
Má conservação das estradas
As transportadoras ainda têm que enfrentar as condições precárias das rodovias brasileiras: asfalto esburacado, falta de sinalização adequada etc.
Segundo a pesquisa da Confederação Nacional do Transporte divulgada no final do ano passado, 61,8% das rodovias brasileiras apresentam algum tipo de problema.
Dos 109.103 quilômetros avaliados, a condição de 67.400 quilômetros foi classificada como regular, ruim ou péssima. Apenas 28,2% foram consideradas ótimas ou boas.
A má conservação das estradas acarreta uma série de problemas.
Para desviar de buracos, os motoristas precisam trafegar em velocidade reduzida, o que pode resultar em atrasos.
Estradas em má condição também elevam as chances de deterioração dos veículos e até de acidentes.
A consequência disso tudo você já sabe qual é: prejuízo!
Segurança nas estradas
A falta de segurança nas estradas brasileiras é outro desafio enfrentando pelas transportadoras.
Infelizmente, roubos de carga ainda são comuns no Brasil.
De acordo com uma pesquisa da Associação Nacional de Transporte de Carga e Logística (NTC&Logística), houve 14.400 roubos de carga em 2021 no Brasil, um amento de 1,7% em relação a 2020.
Por isso, cada vez mais empresas têm contratado sistemas de monitoramento que permitem intervir caso ocorram eventos suspeitos que indiquem a possibilidade de roubo) durante as entregas.
Um exemplo dessas tecnologias é a Cobli Cam, nossa solução de videometria identifica eventos de risco ao volante e emite alertas sonoros para o motorista.
Agora que você já sabe como funciona entrega por transportadora, diga aí: você imaginava que os processos eram tão desafiadores?
Esta publicação te ajudou? Confira essa e outras explicações sobre questões de logística e gestão de frota no blog da Cobli.