Pé na estrada e carros na cabeça: a rotina de Regiane gerenciando uma empresa de terceirização de frotas

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Cachoeiro de Itapemirim é um município a pouco mais de 140 quilômetros de Vitória, no Espírito Santo. É a terra natal de cerca de 400 mil pessoas, entre elas, a administradora Regiane Santos.

Mas já faz bastante tempo que Cachoeiro não é o lugar que Regiane chama de lar. Isso porque, há alguns bons anos, ela decidiu sair da cidade onde nasceu para se aventurar Brasil afora na área de locação de veículos.

moc%CC%A7a - Pé na estrada e carros na cabeça: a rotina de Regiane gerenciando uma empresa de terceirização de frotasAos 42 anos, a profissional, hoje, mora em Rio Branco, capital do Acre. É gerente e administradora na Verde Aluguel de Carros, empresa de terceirização de frotas que opera há 32 anos na região e conta com mais de 250 veículos. Regiane diz que foi recrutada para o cargo para “arrumar a casa”. “Apesar de todo o tempo de existência, a empresa precisava reestruturar do zero a área administrativa. Era preciso construir padrões de operação, estabelecer controles, métricas de venda, tudo para poder operar melhor.”

Experiência para aceitar o desafio, ela tinha de sobra: na época, já acumulava quase 10 anos na área de locação de carros – hoje, ela soma 25 anos de experiência, 23 deles somente na Localiza. Foi na própria locadora, aliás, no Espírito Santo mesmo, que ela iniciou a carreira. Começou como auxiliar geral até ser promovida a atendente. Depois, virou supervisora de agências. Então, recebeu uma proposta: ir para Ilhéus, na Bahia, e gerenciar não só a unidade da empresa na cidade, mas também outras duas, uma em Porto Seguro e outra em Vitória da Conquista.

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Na estrada

Por anos, a rotina de Regiane foi viajar por esses três municípios ao menos duas vezes por mês. Se você olhar num mapa, vai ver que não há uma distância tão exorbitante entre eles para um país de 8 milhões de quilômetros quadrados como o nosso. Agora, calcule ter de passar 15 dias do mês na sua casa, outros 15 numa outra cidade e depois repetir o feito, porque ainda tem uma terceira cidade para visitar. Pois bem, esse tempo todo que a capixaba passou na estrada foi o segundo motivo que a fez aprender melhor sobre carros.

O primeiro você já adivinhou: afinal, ela trabalhou a vida inteira com locação de carros. Apesar de ter passado bons anos no atendimento de agências de aluguel, quando assumiu a gerência das unidades, Regiane viu que teria de virar entendida do assunto para cumprir suas tarefas na profissão. “Como gerente, o meu objetivo é melhorar a operação, cortar custos, aumentar o lucro. Eu não queria ser pega de surpresa por mecânicos me dizendo que precisava trocar uma peça que não precisava trocar.”

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Batendo ponto na oficina

Nessa temporada na Bahia, não seria estranho flagrar Regiane numa oficina mecânica, posicionada prontamente debaixo do elevador de carros, junto com o mecânico. “Muitas das vezes, eu entrava para aprender. Quando comecei a entender melhor do assunto, entrava para ver se o que o mecânico falava procedia. Discutia com ele as melhores decisões a serem tomadas. Quando se é mulher – e muito nova – nesse ramo, as pessoas não botam fé em você, acham que você não entende de carro.”

Fora o aprendizado “na graxa”, a administradora ainda fez um curso de manutenção de carros. “Nas viagens que fazia do Espírito Santo para a Bahia e vice-versa, se o pneu furava, eu tinha que saber trocar. Se o carro dava problema, tinha que entender se as velas ou o bico injetor estavam com defeito.”

Estrada livre

Depois de 13 anos na Verde Aluguel de Carros, Regiane fica contente em dizer que conseguiu colocar a administração da agência nos eixos. “Hoje, eu não considero a rotina difícil. No ramo de terceirização de frota, não lidamos com aluguel diário, diminuindo bastante os problemas no dia a dia.”

“Na área de locação de carros, existem, basicamente, duas coisas complicadas. A primeira, é não saber se o carro que você alugou vai voltar inteiro. Você tem de lidar com a possibilidade de o veículo não voltar o tempo todo. Por representa um patrimônio de alto valor para a empresa, pode trazer um custo muito alto caso tenha sido roubado ou passe por qualquer problema  durante a locação. A outra questão é encontrar mão-de-obra qualificada. Nesse ramo, a gente precisa formar profissionais do zero, às vezes. Mas não vou negar: adoro o que eu faço e os problemas fazem parte da rotina diária. Quanto maior o desafio mais eu gosto.”

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