OBDII: Onde tudo começou

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Como os computadores conversam com os carros?

Você já levou o carro no mecânico depois de aparecer uma luz no painel, ele conectou um scanner em uma entrada que você nunca tinha reparado, e depois de minutos disse que o problema estava resolvido? Ou que pelo menos sabia o que estava causando aquela maldita luzinha acesa?

Para entendermos melhor o que acontece nestes casos, temos que conhecer um pouco da história dos automóveis. Mas não se preocupe, não vamos falar de quão incrível foi o conde engenheiro alemão Nicolaus Otto quando ele inventou o motor a combustão interna em 1876 ou quão inovador foi Herr Benz (Sim! Aquele da Mercedes-Benz) com sua patente do automóvel em 1886. Por mais que tudo isso seja verdade.

Diferentemente dos carros de antigamente, hoje em dia os carros são praticamente computadores, comandados por uma central eletrônica de controle (Electronic Control Unit – ECU) que recebe uma série de dados por segundo e define o que cada coisa vai fazer e como isso vai controlar a aceleração, estabilidade em curva, tração eletrônica etc. E é justamente por esse fato que os mecânicos são capazes de, literalmente, plugar um notebook e extrair informações a respeito de inúmeras variáveis controladas do carro.

Nesta série de textos vou abordar com vocês as questões mais importantes sobre esse assunto. Mas antes, é necessário entendermos tópicos mais atuais, temos que compreender o começo dessa história, ou seja, o passado dessa ferramenta, e como ela veio a ser amplamente utilizada hoje em dia.

A história do On Board Diagnostics (OBD)

OBDII

Tudo isso surgiu com o interesse governamental de controlar as emissões de poluentes dos automóveis, cuja produção crescia em ritmo acelerado. Iniciado na Califórnia, EUA, em meados dos anos 50, o governo do estado mais populoso do país, tanto em carros quanto em pessoas, começou a esboçar preocupações com a poluição do ar causada pelos veículos automotores movidos à combustíveis fósseis.

Primeiramente em forma de pesquisas e decretos que estabeleciam um limite de emissão, agências e órgãos tentavam controlar a tal da poluição. Porém teve um começo muito pouco efetivo, pois as montadoras faziam o possível para ‘dar um jeitinho’ nessa legislação ainda recém nascida, uma vez que desenvolver algo para atender aos padrões seria muito caro. Com o passar das décadas, e com o aumento da preocupação das pessoas com o assunto, as fabricantes começaram a adotar tecnologias para diminuir a emissão de poluentes, como a Chrysler, e outras 4 companhias, em 1964 com seu novo sistema de controle de exaustão aprovado pela Motor Vehicle Pollution Board ou a Volvo em 1977 com seu catalisador de três vias “Livre de Smog”.

Onze anos depois, em 1988, a Air Resources Board (ARB) ou Conselho de Recursos do Ar com o auxílio da SAE (Society of Automotive Engineers), a mãe de todas as normas e estudos no mundo automotivo no mundo todo, exigiu que todos os carros vendidos na Califórnia viessem com a On Board Diagnostics (OBD) ou Diagnóstico Embarcado, um sistema interno do veículo que monitorava o desempenho da emissão e que era capaz de alertar os proprietários quando houvesse algum problema (já viu onde vamos chegar com isso né?), mas apenas nos níveis de emissões dos gases e os subsistemas que permeiam este tema, como controle de combustível e outros, a critério das fabricantes. Como podem imaginar, não era extremamente eficiente porque nem todos os veículos teriam sido desenvolvidos para este propósito, foi mais uma medida ‘forçada’, fazendo com que cada montadora adotasse o seu padrão e sua arquitetura para proteger as informações privilegiadas contra possíveis espionagens. A partir daí, surgiu a OBDII, uma porta trapezoidal com 16 pinos chave, adotada por alguns já em 1994 e em 1996 por todos os fabricantes que desejassem vender um automóvel novo nos Estados Unidos da América.

Esta última é utilizada até hoje e foi devidamente estruturada e regulamentada com os padrões da SAE, as ideias da ARB e os poderes do governo com a Agência de Proteção Ambiental Estadunidense (U.S. EPA) e é capaz hoje em dia de monitorar, avaliar e avisar diferentes indicadores e possíveis problemas quando estes números fogem do esperado. É aí que aparecem as luzinhas no painel, também chamadas de MIL (Malfunction Indicator Lamp/Luz Indicadora de Mau Funcionamento).

Leia o texto ‘OBDII: O que são as luzes no painel do meu carro?‘ – o segundo da série sobre a OBDII – e confira mais a respeito destas luzes e como elas são geradas pelos erros que são encontrados no carro. Não deixe de acompanhar!

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