O que faz o melhor gestor de frotas do mundo

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Almy Magalhães tem um cargo de nome comprido: é global strategic procurement, e-commerce, distribution e fleet mobility na Philip Morris, produtora de tabaco e derivados, cujos produtos são vendidos em mais de 180 países. De um jeito simples, o executivo é responsável por três categorias: gestão de frota e mobilidade, distribuição B2B (para outras empresas) e e-commerce B2C (de empresas para consumidor final).

Sob sua gestão estão 22 mil automóveis, espalhados por 82 países.

Natural de Goiânia, Magalhães se formou na Universidade Federal de Santa Catarina em engenharia elétrica. Foi ao longo do curso que entrou em contato com os conceitos de logística e supply chain. A decisão de se especializar nessas duas áreas fez com que o executivo não só percorresse o Brasil, mas o mundo. Nos 11 anos em que trabalhou na Philip Morris, foi do calor do interior da Bahia até o frio de Varsóvia, na Polônia, para implementar projetos. Hoje, ele mora em Madrid, na Espanha, onde a empresa mantém um de seus escritórios.

Um dos projetos que implementou rendeu a Magalhães o prêmio de Melhor Gestor de Frotas, durante o Fleet Europe Summit. Foi no final do ano passado que um comitê formado por líderes de algumas das maiores empresas do mundo, como Microsoft, IBM e Novartis, elegeram o executivo o vencedor.

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Numa rápida passagem pelo Brasil, o engenheiro visitou nosso escritório, em São Paulo, para falar um pouco sobre o projeto. Batizado de Fleet Management Optimization, o programa nasceu com três objetivos:

  1. Reduzir custos
  2. Diminuir as emissões de CO2 da empresa 
  3. Garantir a segurança dos motoristas

Com ele, a Philip Morris registrou uma economia de USD 12 milhões por ano – algo entre 5% e 7% do orçamento.

Tudo funcionou assim:

 

Cadê meus carros?

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Primeiro, foi preciso capturar todo o inventário de carros dos países. Atualmente, 83% da frota de veículos da Philip Morris funciona com leasing. É que, em vez de a empresa comprar carros para seus vendedores, por exemplo, ela paga uma mensalidade e recebe a opção de compra no final do contrato. O motivo principal para a escolha desse modelo é que a dor no bolso da companhia é menor, já que o leasing entra como custo operacional e não como patrimônio do negócio. Depois de levantar essas informações, Magalhães fez um projeção de qual seria a necessidade de veículos da Philip Morris pelos próximos três anos.

 

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Outra ideia foi reduzir o número de modelos de carros usados pela companhia. O objetivo era não só economizar com menos tipos de veículos, mas também conquistar um poder de negociação maior por conta do volume focado em menos montadoras.


“Com menos fornecedores, eu consigo estabelecer um acordo global com condições pré-negociadas para as afiliadas. Isso também reduziu o número de pessoas dedicadas a identificar os melhores veículos e ofertas. Hoje, apenas uma pessoa no meu time coordena os processos de leilão com fornecedores de veículos.”


Resultado: o número de montadoras contratadas pela Philip Morris foi de 14 para 5, uma redução de 54% dos modelos de veículos.

 

Velozes e ecológicos

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Em pleno ano de 2019, não é novidade que grandes companhias se preocupem cada vez mais com seu impacto no meio ambiente. Um dos planos de Magalhães era aproveitar toda essa reformulação da frota para reduzir a pegada de carbono da Philip Morris. Assim, na hora de selecionar os modelos para a companhia, deu preferência a veículos mais eficientes – ou seja, que tivessem uma performance maior, usando menos combustível.

Resultado: depois de três anos com o projeto rodando, a companhia conseguiu reduzir em 15% a sua emissão de CO2.

 

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Corrida Segura

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Outra regra que os veículos selecionados pelo executivo deveriam de cumprir era a respeito de segurança. Em todos os modelos selecionados foram introduzidos 14 itens de segurança, que se tornaram obrigatórios. Junto com essa iniciativa, nasceu um novo programa, focado em segurança para os motoristas. Por meio dele, foi implantado o sistema de telemetria para identificar as regiões onde existe um risco maior ou menor de acidentes. Além disso, os colaboradores também foram treinados em direção defensiva, passam por um processo de reciclagem a cada seis meses e receberam acesso ao um sistema de e-learning, que inclui também dicas sobre outros temas, como economia de combustível.

“A telemetria atende a necessidade de 3 diferentes clientes internos. Primeiro, a equipe de vendas e distribuição, já que o trânsito em cidades como São Paulo e Cidade do México, por exemplo, é bastante complexo. Depois, a equipe de planejamento de demanda, que pode atuar com uma roteirização fixa ou dinâmica, de acordo com a demanda. Por fim, o departamento financeiro, por conta das reduções de custos, especialmente na parte de combustível e manutenção.”

 

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Resultado: o índice de colisão (que é calculado por meio de uma divisão entre o número de veículos que sofreram algum acidente por cada milhão de quilômetro percorrido) foi de 2.4 em 2014 para 1.22 em 2016.

Primeiro lugar no pódio

blog3 300x300 - O que faz o melhor gestor de frotas do mundoDepois de toda a reformulação, Magalhães pôde colher os louros do projeto no ano passado. “As mudanças que o fleet management optimization geraram foram bastante representativas, principalmente na Europa e no Leste Europeu, onde o cenário é um pouco mais avançado, especialmente na questão dos veículos mais ecológicos.”

No final da conversa, pedimos para o executivo compartilhar conosco algum conselho para empresas que atuam com frotas. Ele nos deu dois:

 

  1. “Um conselho que eu dou dentro desse universo de mobilidade é não esperar o mercado estar pronto. O quanto antes você testar, melhor. E, conforme você vai construindo cases e projetos, pode ir adaptando as soluções para objetivos diferentes.”
  2. “O pilar básico de qualquer empresa são os custos. Todo gestor de frotas deve estar com esse cálculo de gastos na ponta da língua e ser paranóico em encontrar alternativas que não só cortem esses custos, como também melhorem a operação como um todo.”

 

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Monitoramento de Frota

 

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