A crise e os custos no setor de equipamentos médicos

A crise e os custos no setor de equipamentos médicos
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Analisando o impacto da crise financeira no mercado de Medical Devices e de que forma é possível reduzir custos.

Com a continuidade da recessão econômica no Brasil, a preocupação principal das empresas passou a ser a redução de despesas. No mercado de Medical Devices o cenário não é diferente. Existe uma pressão geral para a redução do custo da saúde no país tanto dos stakeholders públicos como privados, especialmente na contenção do frequente aumento deste custo.

Podemos elencar basicamente cinco fatores para o aumento recorrente desses gastos.

Fatores relacionados ao setor:

  • Inovação tecnológica cada vez mais intensa no setor de equipamentos médicos que promove melhores tratamentos mas, por outro lado, provoca o aumento das despesas.
  • Aumento da expectativa de vida da população, que passa a utilizar com mais intensidade e por mais tempo os serviços de saúde.
  • Mudança do perfil epidemiológico – maior incidência de doenças crônicas e degenerativas, considerando o envelhecimento da população mundial e brasileira, que são mais complexas e caras.

Fatores relacionados ao quadro de retração econômica do país:

  • Despesas do setor de equipamentos médicos crescem a um ritmo superior ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, por exemplo, que caiu pelo segundo ano seguido em 2016 e confirmou a pior recessão da história do país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a retração foi de 3,6% em relação à 2015, em que a economia já havia recuado 3,8%. Essa sequência, de dois anos seguidos de baixa, só foi verificada no Brasil nos anos de 1930 e 1931, quando os recuos foram de 2,1% e 3,3%, respectivamente.
  • Variação cambial. Muita gente não sabe, mas muitos dos medicamentos tem sua matéria prima importada. Ou seja, com o dólar mais caro, a matéria prima fica mais cara e, consequentemente, todos esses medicamentos também encarecem. Exames em geral, laboratoriais e de imagem, também usam reagentes e materiais de alta tecnologia, que também vem “de fora”. A saúde como um todo é sensível a essa alta do dólar.

Então, qual é a solução?

Equilibrar essa equação e reduzir gastos é o grande desafio da indústria. Quando se trata de contenção de despesas, a primeira solução que vem na cabeça das organizações é diminuir o número de funcionários. O que, geralmente, resulta em clientes insatisfeitos.

É necessário pensar em soluções. Uma boa estratégia para evitar prejuízos na assistência à saúde é a otimização de processos administrativos e operacionais a fim de agregar valor, aumentar a qualidade dos serviços e reduzir o máximo de custos possíveis. Isso permite que a empresa avalie com mais precisão quais são seus erros e acertos, fazendo com que futuras decisões sejam tomadas de maneira correta e eficaz. Fazer uma boa gestão de custos sempre será um diferencial.

Por exemplo, atualmente ainda existem hospitais e outras instituições de saúde, diretamente ligadas ao setor de equipamentos médicos que possuem espaços improdutivos, ociosos e muitas vezes abandonados, por falta de manutenção, de equipamentos, de profissionais médicos ou de enfermagem, ou simplesmente utilizados como depósitos, ocasionando um custo desnecessário.

É fato que toda essa infraestrutura poderia ser melhor administrada, gerando um potencial de receita para o setor, deixando de ter um custo por um espaço improdutivo. Uma boa possibilidade, por exemplo, seria a de alugar esses espaços que ficam ociosos. Esta locação poderia ser feita por períodos de horas, dias, semanas ou até meses, para empresas terceirizadas, ou para médicos, que não dispõem de um lugar próprio, para atender seus clientes.

Outro segmento que é preciso melhorar é o da manutenção. É comum áreas do setor de equipamentos médicos utilizarem prestadores de manutenção avulso para solucionar todo e qualquer problema. Essas instituições possuem pouquíssima ou nenhuma estrutura de gestão de seu parque de equipamentos médicos e, geralmente, a responsabilidade de buscar solução para os problemas do dia-a-dia fica nas costas da administração, enfermagem ou setor de compras.

Logo, quando um equipamento quebra e especialmente se isso implica na paralisação do serviço médico prestado, o fornecedor de manutenção é prontamente chamado e pela urgência da solução do problema, o hospital só vai saber o custo quando o serviço já está realizado. Desta forma, fica refém da situação e acaba pagando valores mais altos pelo serviço.

Uma das soluções para esse problema é a implantação de um “sistema mínimo de controle e gestão”, como por exemplo: um inventário de equipamentos que deve possibilitar o controle de todo o seu parque de equipamentos, com informações como quantidade, marca, modelo, localização, número de série, garantia, etc; e também um registro histórico das ocorrências, que consiste no registro de todos os eventos da vida útil do equipamento, desde a instalação, passando por todas as manutenções e revisões. Isso é fundamental para que se possa gerenciar a qualidade dos produtos, dos serviços e dos custos associados. Essas ferramentas de gestão não tem como objetivo eliminar a relação com fornecedores de manutenção avulsa, mas sim, estabelecer critérios que irão garantir a perfeita relação entre cliente e fornecedor.

Outro caso que podemos citar, é o das empresas que produzem e vendem equipamentos médicos, hospitalares e odontológicos (EMHO). Um dos maiores desafios dessas organizações são os gastos referentes a entrega dos produtos para inúmeros clientes e fornecedores. Essa operação, indispensável para a empresa, pode ser feita de diversas formas. Mas, se formos pensar em redução de custos, a otimização dos processos é sempre a melhor solução.

Imagine você trabalhar na área de logística da organização e ter que se preocupar com custos operacionais como gasolina, multas, manutenção, hora/homem, além, é claro, de ter de pensar em questões como: onde está meu veículo? as entregas já chegaram? que rota é a melhor para economizar tempo, dinheiro e ainda ter produtividade? Controlar e checar se todos essas operações e gastos estão realmente de acordo com o ideal, é um verdadeiro desafio.

É nessa parte que entra a tecnologia como parceira da organização! Continuando nessa linha de “imaginar”, tente pensar em um único sistema capaz de substituir as tarefas de uma série de profissionais que teriam de ser contratados ou alocados para tornar o trabalho possível. Imagine uma inteligência artificial que possibilita a captação de informações em tempo real, análises computadorizadas exatas, otimização de diversos processos, ou seja: em geral, automatização de funções que funcionam como ajuda humana.

Fonte: ABIMED, ABIMO, ANVISA, IBGE, EQUIPACARE e HMDoctors.

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9 thoughts on “A crise e os custos no setor de equipamentos médicos

  • Cleiton

    Gostei.

    Responder
    • Roberta Caprile

      Que bom que você gostou, Cleiton. Se quiser saber mais sobre o assunto, estamos à disposição. É só entrar em contato pelo telefone (11) 3796-9731. Será um prazer te atender!

      Responder
  • Maria

    Parabéns pelo post

    Responder
    • Roberta Caprile

      Obrigado, Maria! Que bom que gostou. Se quiser saber mais sobre este ou outros assuntos, estamos à disposição!

      Responder
  • janete

    muito bom o seu artigo

    Responder
    • Roberta Caprile

      Que bom que gostou, Janete! Estamos à disposição.

      Responder
  • Samuel

    Bacana.

    Responder
    • Roberta Caprile

      Olá, Samuel! Que bom que gostou, qualquer dúvida, estamos à disposição.

      Responder
  • Clinica de reabilitação

    Tudo muito caro, Brasil em crise

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