10 aprendizados do maior evento de gestão de frotas do mundo

10 aprendizados do maior evento de gestão de frotas do mundo
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Na semana passada, eu tive o imenso prazer de ir ao NAFA Institute & Expo, o maior evento de gestão de frotas do mundo, que conta com milhares profissionais do setor.

Cobli no NAFA

Com este artigo vou compartilhar com vocês os principais aprendizados que adquiri com alguns dos maiores players de gestão de frota e logística dos EUA.

1. As trocas no ambiente de trabalho são muito valiosas

A gestão de frotas, apesar de ser uma área muito importante para as empresas, costuma ser composta por poucas pessoas. Uma área pequena talvez facilite o gerenciamento dos processos, mas pode ser negativo no sentido de que há menos pessoas para trocar boas práticas e aprendizados que possam trazer melhorias.NAFA 2018

Conversar com alguém que já passou pelos desafios profissionais que você está passando, pode contribuir para ampliar a visão do problema a ser resolvido bem como ajudar a definir as melhores estratégias para resolvê-lo. Em um momento que a empresa está indo muito bem e as vendas aumentando, qual o melhor veículo no mercado para ser comprado? Gestores que já passaram por isso certamente podem ajudar!

Na palestra “Chefes da Frota: Como Chegamos Aqui?”, Kimberly Fisher, diretora de uma frota de milhares de veículos, relatou que perguntar a colegas de outras empresas era um das principais coisas que a ajudou a subir na carreira e alcançar melhores resultados

Quer conversar com alguém sobre alguma situação específica? Nós podemos te indicar! Fale com o seu consultor.

2. Tomar decisões baseadas em dados é algo comum entre as melhores frotas

Keith Leech, diretor da frota de Sacramento, Califórnia, e ganhador da melhor frota dos EUA, deixou muito claro o que o levou à esta conquista: tomar decisões baseadas em dados.

Na palestra “Gestão Através de Dados”, Keith e o supervisor operacional da Departamento de Polícia de Nova Iorque (NYPD) Hassan Eldaly, explicaram todas as iniciativas que eles têm implementado, desde a digitalização das jornadas de trabalho dos técnicos até projeções financeiras do valor dos veículos.

Um exemplo bacana que eles deram são os relatórios da disponibilidade dos veículos que os chefes da polícia recebem todos os dias às 5 da manhãpara começar o dia de trabalho.

Neste relatório, os gestores de frotas trackeiam o status de cada veículo, como por exemplo: quais estão em manutenção, quais estão sendo vendidos, quais são os mais ou menos utilizados, etc. Tudo isso para que os chefes da polícia possam ser proativos ao alocar os veículos aos policiais do jeito mais eficiente possível para minimizar manutenções corretivas, tempo ocioso e desequilíbrio em relação ao uso dos carros.

“Boas coisas acontecem quando você segue seus dados,” relatou o Keith, citando esta filosofia de ser sempre orientado por dados como a maior fator de ser reconhecido com um dos melhores gestores de frota dos EUA.

3. Poder criar e refinar uma política é o que define um gestor de sucesso

Na palestra “Fazendo Sucesso Como um Gestor de Frotas Estratégico”, Sonya Garrepy, gestora de uma frota de serviços de 400 veículos, falou da importância de criar políticas e não só seguir as que são implementados pelos diretores. Segundo ela, para saltar na carreira é preciso analisar minuciosamente os problemas, priorizar soluções e criar políticas a serem seguida por todos os funcionários da empresa.

Na operação de Sonya um grande problema era o alto índice de acidentes, que causava muitos prejuízos tanto para os motoristas quanto a instituição. Com o intuito de diminuir os acidentes de um jeito significativo, eles decidiram lançar uma nova política e um programa de condução dos motoristas, que penalizava os maus condutores e recompensava os bons.

No programa, os motoristas recebiam e-mails semanais com dicas de boa condução. Em parceria com a seguradora contratada, eles também definiram todos as causas de acidentes e quando o condutor realmente tinha ou não culpa.

Se o condutor fosse identificado como culpado, acontecia da seguinte forma:

1º acidente em que o condutor foi considerado culpado: seria obrigado a fazer um curso de direção defensiva durante um mês.

2º acidente: um sistema de telemetria seria colocado no veículo dele para que Sonya pudesse tracker a pontuação do motorista mensalmente. Caso a pontuação estivesse abaixo de um certo nível, o direito de dirigir seria revogado.

3º acidente: o direito de dirigir do condutor seria revogado e, muitas vezes, o condutor poderia ser demitido.

Mas não era só penalidade! Quem não tivesse nenhum acidente no período de um ano recebia uma recompensa monetária de U$ 250.

O resultado deste novo programa e política? A empresa conseguiu diminuir 50% o número dos acidentes anuais e Sonya foi reconhecida por toda empresa, assumindo nova responsabilidades e subindo na carreira dela.

4. A habilidade de adaptar um plano é mais importante que o próprio plano

Qualquer gestor de frota sabe que os planos muitas vezes mudam assim que os veículos saem da base. Portanto, é muito mais importante ser proativo em adaptar o seu plano à realidade do que simplesmente seguir o seu plano original cegamente.

Mas isso não se aplica só para situações do dia como mudar de rota devido a um serviço imprevisto. Isso também pode ser aplicado para casos mais estratégicos, como o programa de treinamento de condução para os motoristas da Sonya Garrepy.

Na primeira tentativa de implementar o programa, existia uma política mais conveniente para os diretores da empresa. Apesar disso estar de acordo com a política corporativa da empresa, acabou gerando bastante fricção.

Após uma conversa com a diretoria e a empresas de seguros contratada, Sonya conseguiu mudar para uma política única para todos os níveis. Então, mesmo um CEO, poderia ser demitido por um histórico de mau direção e acidentes.

Em vez de seguir com o plano original, Sonya identificou um imprevisto grande que ameaçou o sucesso do programa e conseguiu adaptá-lo rapidamente. Se ela não fizesse esta mudança, o programa provavelmente não teria tido o apoio da empresa inteira e eles não tivessem conseguido diminuir em 50% os acidentes.

5. Os melhores gestores de frotas escutam mais do que falam

Todo mundo tem algo para ensinar, algo para aprender e todo mundo gosta de ser escutado.

Para um gestor de frota, entender mais o dia a dia dos motoristas e as reclamações do time de vendas, por exemplo, pode trazer um ganho expressivo.

Na palestra “Chefes da Frota: Como Chegamos Aqui?”, Kristin Leary, ex-diretora da frota da Coca-Cola nos EUA, contou que quando entrou na empresa passou 90 dias escutando todas as áreas, pegando a perspectiva de cada um sobre os principais problemas e as sugestões de melhoria, antes de fazer qualquer mudança.

Kristin afirmou que mesmo os executivos esperando que tudo mudasse de um dia para outro, este período foi fundamental para o sucesso das iniciativas que ela acabou lançando por duas razões:

  1. Ela realmente entendeu as causas/raízes de alguns problemas e fricções entre as áreas;
  2. Ela ganhou o respeito e confiança de todas as áreas, facilitando a aceitação dos novos programas.

“Fique sempre atento em escutar mais do que falar”, destacou Kristin.

6. Adaptar-se à tecnologia é fundamental

Quando a empresa de Phil Samuelson cresceu para milhares de veículos em 2014, o CEO solicitou que investisse pesadamente em tecnologia. “Bons dados contam a história inteira”, o CEO falou.

Através de um esforço inicial, eles acabaram lançando várias iniciativas como um programa de condução dos motoristas, manutenção e gestão de combustível.

“Nem sabíamos que poderíamos estar trackeando e analisando tanta coisa em relação aos nosso veículos”, disse Phil durante a palestra “Fazendo Sucesso Como o Gestor de Frotas Estratégico”.

Um dos maiores ganhos dessa implementação de tecnologia veio da descoberta que 4% da gasolina estava sendo roubada por ano e no total, eles acabaram economizando dezenas de milhões de dólares por ano.

7. Muitos dos líderes de gestão de frotas não começaram no setor

Apesar de hoje em dia existirem diversos cursos de logística e gestão de frotas, muitos dos líderes da área nos EUA não começaram as suas carreiras através deste caminho!

Na palestra “Chefes da Frota: Como chegamos aqui?”, Kristin Leary, ex-diretora da frota de Coca-Cola nos EUA, contou que começou a carreira como administradora auxiliar em uma empresa média. Através de uma oportunidade, ela começou a tocar a área de frotas, que comportava mais de 50 veículos, e acabou ganhando uma reputação boa por ser tão atenta aos detalhes e proativa ao resolver problemas.

Kristin ficou apaixonada pelo trabalho, passou a dedicar bastante tempo de estudo à área e juntou-se à comunidade da NAFA.

Quando a Coca-Cola abriu uma vaga para à área de frotas, um associado da NAFA recomendou Kristin.

Apesar de, na época, ela não sentir-se pronta em termos de habilidades profissionais para uma frota tão grande, os executivos da Coca-Cola acharam que ela seria a pessoa certa para a vaga e lhes mandaram uma oferta.

“Às vezes você não sabe quanto você sabe!” destacou a Kristin, citando a comunidade NAFA que a ajudou a desenvolver conhecimento no mundo de gestão de frotas.

8. Locadoras podem te ajudar bastante

Além dos benefícios financeiros que podem vir com a terceirização da frota, locadoras também podem te trazer bastante expertise em outras questões relacionadas à manutenção, seguros e até gestão de combustível.

Nos EUA, este mercado é bastante evoluído e muitas empresas trabalham com o que eles chamam de Fleet Management Companies (Empresas de Gestão de Frotas).

9. Cada frota é única

Nenhuma frota é 100% igual e cada um tem suas peculiaridades, seus desafios e seus objetivos.

Uma frota de controle de pragas, por exemplo, vai operar de uma forma bem diferente do que uma frota de logística de produtos eletrodomésticos. Além dos veículos e operações serem diferentes, normalmente os desafios também são.

Para a frota de controle de pragas o principal desafio poderia ser o planejamento de serviços devido à imprevistos, enquanto que para a frota de transporte de produtos eletrodomésticos, o grande desafio seria diminuir custos com manutenção corretiva.

Então, na hora de procurar por soluções para a sua frota, verifique se o seu fornecedor realmente entende muito bem do seu negócio e dos seus desafios. Na Cobli, oferecemos uma consulta e diagnóstico de graça justamente para identificar estas necessidades únicas de cada frota.

10. Rastreamento é só uma solução entre muitas opções para a melhoria de frota

Embora saber a localização da frota em tempo real seja a base de uma operação enxuta e adaptável, existem várias outras ferramentas a serem adotadas para capturar o máximo de ganho possível.

Algumas destas opções são:

  • Telemetria e um programa de condução do motorista
  • Programa de manutenção preventiva
  • Cartões de controle de combustível
  • Planejador de rotas

Dito isso, os objetivos de cada frota são diferentes e precisam de um plano de ação para poder alcançá-los. Se você ainda não é cliente Cobli, entre em contato para receber uma consulta de graça!


Existimos para libertar a logística através da tecnologia, resolvendo questões reais e humanas. Somos uma startup que através de IoT conecta carros à internet, combinando excelência em engenharia e ciência de dados.

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One thought on “10 aprendizados do maior evento de gestão de frotas do mundo

  • Rogério Cardoso

    Prezados, espero que esteja tudo bem com vocês!

    sou gestor de frota de uma fábrica de cimento, é a primeira vez a assumir responsabilidade do género no ramo e gostaria de crescer no ramo, preciso de sua ajuda.

    obrigado!

    mc,

    Responder

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